

Pense um pouco o que você fez em 2011 para tornar o mundo um pouco melhor e o que devemos fazer em 2012 para ajudarmos a formar crianças e jovens com opiniões críticas e colaboradores da construção de um mundo melhor!
Equipe Voz dos Guias


Desde que comecei a me envolver em causas sociais, meu sonho era de que existisse uma maneira de jovens participarem ativamente na construção de projetos. Minha maior bronca era de que adultos idealizavam sozinhos projetos, sem que os mesmos soubesses da real necessidade dos jovens. E foi pensando nisso que a UNAIDS criou o Crowd Out Aids!

Depois de se formar a equipe responsável pelo projeto, começamos a discutir como chegaríamos até os jovens - como faríamos para que a juventude de todo o mundo pudesse expressar sua opinião para que juntos possamos chegar a um denominador comum que nos ajude na luta contra a Aids.
Foi então que pensamos na internet por acreditarmos que pela primeira vez um meio de comunicação está nas mãos dos jovens – nas nossas mãos. E cabe a nós utilizá-lo com sabedoria.
E é por isso que eu estou aqui para convidá-los a participar das discussões na página do Crowd Out AIDS em português! (https://www.facebook.com/pages/CrowdOutAids-Portugu%C3%AAs/272228496157281). O projeto foi inteiramente contruido para que a UNAIDS (braço direito das Nações Unidas no combate ao HIV) pudesse trabalhar diretamente com os jovens.
Por isso, repito, temos um meio de comunicação poderoso em nossas mãos, vamos usá-lo para um bem maior! A cada dia, é lançada uma pergunta na página. São perguntas que estimulam a construção de uma estratégia para vários dilemas na área da Aids, como a falta de informação, qual o papel dos jovens nessa luta, etc.
Nos baseamos em quatro etapas:
1ª Conectar: reunir uma equipe para que pudessemos contruir e traduzir o projeto, e ter moderadores para o mesmo.
2ª Compartilhar: É a etapa que estamos! Compartilhar o projeto, fazer com que maior número de jovens dê sua opinião, seja ouvido e colabore ativamente na contrução de estratégias.
3ª Achar soluções: Depois de todas as opiniões nos fóruns, os responsáveis pelos mesmos se reunirão para compartilhar o que cada região (no nosso caso, país. Também temos a página do projeto da América Latina, mas em função de não falarmos espanhol, temos um projeto específico em português) manifestou para que possamos contruir uma plataforma do tipo wiki, com todas as informações colhidas.
4ª Ação coletiva: Depois de um plano de ação formado, baseado na opinião e anseios dos jovens - com a ajuda da UNAIDS- , o colocaremos em ação!
Movimento, vamos nos movimentar! Conto com tod@s para que possamos ter o maior número de jovens expressando sua opinião, fazendo com que a sua voz seja ouvida em cada canto do mundo! JUNT@S SOMOS MAIS FORTES!
Mais informações em: http://www.crowdoutaids.org/
Servir!!!
Bruna Leonardelli, Coordenação de ciranda – Toca Neusa Teixeira/RS
er confiança - No início do acampamento você irá conhecer os seus companheiros não apenas de acampamento, mas companheiros de enfrentar os desafios. Confie neles e mereça a confiança deles, assim a atividade será muito mais animada e fácil de encarar.Para obter Zero - Dia Mundial da SIDA 2011
· Recentemente cerca de 1000 crianças são infectadas pelo HIV;
· Principalmente durante a gravidez, o parto ou a amamentação;
· Sem ajuda Muitos irão morrer em seu segundo aniversário;
· Nós queremos reduzir esse número para zero;
· Nós queremos uma geração livre da AIDS;
· Prevenindo novas infecções é a chave!
· Uma maneira é ajudando mãe que vivem com AIDS a proteger seus filhos do vírus;
· São 5 Passos:
1. 1 - Fazer o teste nas mulheres de HIV na primeira consulta de pré-natal;
2. 2 - Tratar e aconselhar pessoas que vivem com HIV;
3. 3 - Assegurar que mãe e bebes tenham o cuidado correto;
4. 4 - Dar aos bebes os medicamentos preventivos que eles precisam.
5. 5 - Fazer o teste nas crianças com até 6 semanas de vida;
· Mas há outra maneira de proteger os bebes do vírus;
· Assegurar que suas mães não estejam infectadas em primeiro lugar!
· Dando aos jovens o conhecimento e os recursos necessários;
· É assim que vamos conseguir uma geração livre da AIDS;
· Juntos pelas crianças, juntos contra a AIDS!
Eu sabia dos riscos. Sempre soube. Não foi falta de aviso. Foi, como eu disse antes, a nossa mania de achar que somos imortais, que somos inabaláveis.
Nunca vou saber exatamente o dia que peguei o vírus, mas desconfio. Tinha aquela menina que fazia parte da galera e que, há anos, mexia comigo. Era aquela coisa de olhar e sentir arrepio no corpo. Moça jeitosa, delicada, cheia de dinheiro, linda e intensa como eu. O sexo era aquela coisa inexplicável, de parar o mundo e pedir pra descer de tanto prazer. A gente transava no banheiro da faculdade, no bar, na rua, atrás do ponto de ônibus. Com ela, camisinha estava fora de questão. Era bom demais pra colocar um plástico entre a gente. Até que ela se mudou de cidade, sumiu, perdemos contato.
Três anos depois, fiquei sabendo por amigos que ela tinha descoberto que estava com AIDS. Nunca vou saber se eu passei para ela ou se foi ela quem passou para mim. E isso hoje também nem importa.
Fiquei sabendo da notícia e mesmo assim, não fui fazer o teste. Não queria abrir margem para uma constatação que podia acabar com a minha vida. Eu sempre fui do pensamento que “só tem AIDS quem faz exame.” A verdade é que estava tremendo de medo por dentro. Uns tempos depois, peguei uma gripe que me derrubou. Não sei ao certo se a culpa foi da imunidade baixa causada pelo vírus, mas não consegui mais lidar com a dúvida. Fiz o exame. O dia de pegar o resultado foi o pior da minha vida. Não dormi na noite anterior. Suava frio. Tinha pesadelos. Cheguei ao laboratório e uma moça me entregou o envelope sem nem ter ideia que, o que estava escrito lá dentro, poderia ser o fim pra mim. Abri e vi o que minha intuição já me dizia. Reagente.
Estava contaminado. A coisa que achei que nunca aconteceria comigo, aconteceu.
Fiquei dois dias paralisado. Não voltei pra casa. Fui pra praia e passei um dia inteiro olhando o mar. Não comi nada. Adormeci na areia, sozinho. Até então, nem uma lágrima tinha caído. Eu não tinha conseguido digerir a informação ainda. No dia seguinte, liguei para um amigo e contei a notícia. Só quanto pronunciei pela primeira vez as palavras “EU SOU SOROPOSITIVO” que a ficha caiu. Desabei de chorar. Sentei na calçada, sem forças. Amigos tiveram que ir me resgatar. Sentia um misto de culpa, de vergonha, de um medo mortal. A vida me dava pena. Olhava para todos os lados e pensava que o mundo continuava, que a vida continuava a mesma para todo mundo. Ninguém iria parar para sentir a minha dor, dor essa que era só minha. Senti uma humildade sem tamanho e só assim percebi como a gente é pequeno no mundo.

Hoje já faz dois anos que soube do diagnóstico.
Sigo minha vida “normalmente” dentro das possibilidades. Trabalho. Estudo. O mais difícil é a rotina dos remédios diários. Eles são muitos, são fortes, causam efeitos colaterais. E resistir é extremamente difícil. Hoje entendo aqueles que largaram o tratamento. É duro ter que continuar tomando uma coisa que sabe que vai te dar cólicas, diarréias, manchas na pele, perda de memória, urticária, mudança na hidratação da pele, gosto metálico na boca. Todo dia. Diversas vezes por dia. Minha única motivação é o medo diário de morrer.
Contei pra pouca gente – amigos, familiares mais próximos, ex-namoradas. No trabalho ninguém sabe. A lei garante o direito de privacidade aos soropositivos que não querem falar sobre sua a doença. Nunca mais transei sem camisinha e nem deixei de contar sobre a minha condição para uma possível parceira. Muitas delas somem. Têm medo mesmo sabendo que a camisinha é totalmente eficaz na prevenção do contágio. Eu não as julgo, talvez faria o mesmo por falta de informação e pelos tabus que rondam a doença. Hoje transo muito pouco. Quase nada, pra falar a verdade. Ainda não consegui superar a repulsa que o sexo me causou depois que descobri que tinha sido contaminado. Talvez isso passe algum dia. Ou não. E hoje penso que ironicamente a camisinha que tanto odiava, hoje é a única coisa que me permite ainda ter uma vida sexual, mesmo que rara. Minha rival hoje é minha aliada.
A doença me fez crescer. Me fez amadurecer na marra. Me ensinou disciplina, auto-controle. Hoje tenho arrepios só de ouvir histórias de pessoas que transam sem camisinha, como eu fazia. Sei que conselhos nem sempre funcionam – eu mesmo sempre fui aconselhado e só aprendi quando caí de cara no chão – mas se pudesse dar uma informação valiosa para os que são saudáveis, seria que sexo nenhum, por mais gostoso que seja no momento, compensa uma vida inteira transformada. Hoje, somente agradeço. Agradeço a chance de estar vivo. Agradeço cada um dos dias porque sei que eles são presentes. A vida não para. E a luta continua – eternamente.

Depoimento da Isis Domingues – FBB/SP em Atividade Internacional da Associação Mundial de Bandeirante representando o nosso Brasil:
“Olá! Eu sou a Isis do Brasil. E eu gostaria de lhes dizer que o status da mulher na nossa sociedade também reflete em como elas irão agir com os seus filhos. Então, vamos terminar com a violência contra a mulher e assim poderemos garantir um melhor futuro para os nossos filhos!”